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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Chove lá fora.
Por detrás da vidraça, as gotas escorrem lentamente. Adivinho-lhes o padrão.
Por detrás da vidraça, olho-me a mim mesma.

Que chuva pode molhar mais do que esta, que em mim se faz todos os dias?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Gosto de...

da sensação de paz e solidão dos claustros.
É diferente daquela que se sente nos bosques mas, ainda assim... traz agarrado a si um sentimento de saudade de qualquer coisa que não tenho memória.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Luz e Escuridão




«A noite do mundo era um olival. Cada caroço caído será uma chama.
 Perséfone a mostrar-se, a renovar-nos a vida.
A candeia, a chama enformada como um caroço de azeitona.
A vida em ciclos, em que das trevas nasce a luz: oliveira-candeia.»


Oliveira do jardim do meu pai

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Irrecuperabilidades

As casas onde vivi ficaram sempre com alguma parte de mim.
A minha infância, a minha adolescência, a maternidade... são memórias que guardo associadas a essas casas. Esta espécie de apego não é ao local das casas, mas às experiências que ficaram indelevelmente marcadas nas suas paredes, a ecoar nos corredores. De bocadinhos de mim, que desapareceram. Ou se transformaram noutra coisa.
É como se, ao tocar a parede daquela casa onde morei, pudesse recuperar aquele momento, aquela experiência, aquele mesmo sentimento, em que tinha 5 anos, ou 13 ou 30...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Procuro dar sentido aos meus dias como uma criança procura figuras nas nuvens.
Tal como nas nuvens a imagem se desfaz, assim o meu sentido se perde a maior parte das vezes.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Eu era a criança que estragava os brinquedos, que queria observar as entranhas das coisas até descortinar o seu mecanismo, perceber como funcionavam as engenhocas.

Esse foi o meu erro. Porque ao mesmo tempo que decompunha o objecto, destruía a ilusão.

Hoje, adulta, já não me interessa tanto compreender. Poupem-me às explicações técnicas e entediantes. Consigo ver magia nas coisas.
E estou grata.


domingo, 14 de dezembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Às vezes, pelo caminho, levanta-se o vento.
As folhas beijam-me os cabelos.

Murmuram.

E eu caminho, sem pressa.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Gosto da luz amarelada que os dias de outono emprestam à paisagem, quando o sol se atreve a assomar timidamente por entre as nuvens. Parece um filtro do instagram.

E eu nem aprecio o amarelo.

Pausas

O que mais preciso é de silêncio.

De fazer as coisas va-ga-ro-sa-men-te.

Respirar fundo.